JUIZ FEDERAL SAI EM DEFESA DOS ATIRADORES E COLECIONADORES

26/08/2010



Sou Juiz Federal em Alagoas e praticante do tiro esportivo há aproximadamente 3 anos. Minha primeira arma de fogo foi adquirida em 2004, na condição de Juiz, mas somente 3 anos depois me filiei a um clube e passei a praticar o tiro esportivamente. Nesse pouco tempo que pratico o tiro esportivo, confesso que me surpreendi com a seriedade e responsabilidade com que os praticantes deste esporte utilizam e guardam suas armas de fogo. Se uma coisa eu pude constatar, ao longo destes anos, é que a existência do desporto do tiro em nada se relaciona com a violência que assola o nosso país. Os desvios, como muito bem colocado, são passíveis de ocorrer em qualquer categoria humana, e não devem impedir o exercício de uma atividade correta e legítima. Não tenho nada contra um aumento da fiscalização pelo Exército Brasileiro ou mesmo pela Polícia Federal, pois quem não deve não teme. O fato é que o exercício da atividade esportiva do tiro exige o acesso do seu praticante a armas de calibres diversos, e a Polícia Federal somente possui atribuição de fiscalizar as armas de fogo de uso permitido. Subtrair do Exército a fiscalização da aquisição e uso de armas de fogo de calibre restrito seria privar as forças armadas de uma de suas mais relevantes atribuições, atribuição esta cujo desempenho é essencial à segurança nacional, e não apenas ao combate à criminalidade (segurança pública). Acredito que o esporte do tiro é visto com muito preconceito por todas as camadas de nossa sociedade. É necessário um trabalho de maior divulgação, para que a sociedade conheça que as pessoas que possuem armas de fogo não são necessariamente violentas. Esse trabalho foi muito bem feito durante o período do referendo, tanto que o resultado foi a esmagadora resposta da sociedade; Porém, após ele, parece que as ONGS que lutam pelo fim do acesso às armas de fogo vêm conseguindo fazer um trabalho mais eficaz do que aquelas que lutam pelo direito à legítima defesa. Curioso é que a maioria esmagadora das armas encontras nas mãos dos criminosos não provêm do acervo de atiradores, mas entram pelas fronteiras mal vigiadas. Apesar disso, as organizações que lutam pelo desarmamento parecem preocupadas somente com os atiradores esportivos e com o cidadão honesto. Acredito que a sociedade precisa conhecer melhor este esporte e as pessoas que o praticam. Dr. André Monteiro Juiz Federal

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